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Massami Kishi
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  Guarulhos Século XX
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Jornal Olho Vivo - sábado, 3 de fevereiro de 2001 | Artigo Nr: 138
 

Em 1961, no restaurante Centenário, conheci o delegado da Polída Civil Maurício Guimarães Pereira. Ele acabava de assumir a delegacia da Polícia Civil de Guarulhos.
Naquela época, eu ainda era solteiro e sozinho. O delegado, recém transferido da Capital, morava numa pensão "fajuta'. Nós jantávamos juntos todas as noites. Com o passar do tempo, descobri que ele era um homem dedicado ao posto que ocupava. Ele atendia dia e noite, sacrificando sua vida pessoal.
O delegado era organizado e fazia questão de ensinar seus subordinados a atenderem melhor o público, o que em difícil, pois naquela época, a Policia exercia várias funções, que hoje são executadas pela Prefeitura. Até 'quando um cavalo caía no rio, os policiais eram chamados para tirar. Em troca, porém, ele recebia o respeito e admiração das pessoas que conheciam o seu trabalho.
Numa noite de baile, fazendo reportagem, fui solicitado pelo policial para flagrar uma cena obscena que acontecia dentro de um carro. O sujeito em filho de político influente da cidade. Infelizmente, cheguei tarde.
Dias depois, como de costume, estava jantando com o delegado Maurício e apareceu o assessor do rapaz do carro; ele desafiou o delegado, afirmando que seu amigo e patrão repetiria o ato em plena rua Dom Pedro 11. Em declaração de guerra.
O delegado esbravejou que poderia ser filho de quem fosse desta cidade, que qualquer ato indecente seria reprimido e o autor seria preso. Ele quase prendeu o assessor do filho de político.
O governador Carvalho Pinto, porém, na mesma época, precisava do apoio do pai do sujeito. Ele o ajudou, mas condicionou a ajuda e c4u que o delegado Maurício Guimarães Pereira fosse afastado da cidade. O governador, então, promoveu o delegado para poder transferi-lo de Guarulhos para Santos. A transferência aconteceu em fevereiro de 1962 e foi uma surpresa para todos os guarúlhenses.
O tempo passou e os ex-subordinados convidaram o delegado para homenageá-lo. Essa é uma iniciativa difícil de acontecer, mas foi documentada. da esquerda para a direita estão o jovem escrivão que acabara de se casar com Dalva Giacomini, José Hechelli. Depois do guarda uniformizado, estão: o escrivão Zacarias; o investigador Andrade; o lacrador, que infelizmente não consigo me lembra do nome; o Pereirinha, responsável pela emissão de licenças de veículos; o escrivão Virgílio; o investigador Cherry, o delegado Maurício; Oliem, Matias Orlando e o Chiquinho. O Capovilla, que também trabalhava com Pereirinha, ira emissão de licenças de veículos, não aparece na foto porque foi atender o telefone.

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